sexta-feira, novembro 28, 2008

SEMANA CULTURAL


Falar é uma necessidade,

escutar é uma arte.


































A arte diz o indizível;
exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.

XV Semana Cultural

A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!








A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

sábado, novembro 15, 2008

Dia da Consciência Negra, 20 de novembro

Num mundo de competição e individualismo, a diferença é motivo de discriminação e dominação. Num mundo de solidariedade, a diferença é motivo de enriquecimento e complementação. O caminho é distante? Quando sabemos a direção, basta caminhar. Neste Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, não vamos perder a oportunidade de dar mais um passo.

O Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro como forma de homenagem a Zumbi dos Palmares, um dos maiores heróis da história do Brasil. A data marca o dia de sua morte, ocorrida no ano de 1695, por ocasião da guerra travada entre o governo brasileiro e os negros inseridos no Quilombo dos Palmares. Quilombos eram locais de refúgio para escravos no Brasil. Geralmente eram estabelecidos em locais de difícil acesso, embrenhados em matas, florestas ou montanhas. O mais famoso dos quilombos foi o de Palmares - localizado na Serra da Barriga, região pertencente ao atual estado de Alagoas -, criado no início do século 17. Os relatos históricos existentes são muito controversos e pouca certeza há na origem de Zumbi. Isso se deve ao fato de que os relatos acerca de sua vida foram feitos por seus inimigos: os colonos e portugueses que se puseram a combatê-lo, pagos por senhores escravagistas. Entre as diversas versões, conta-se que era um chefe africano trazido à força para ser escravo, ou um homem livre que nasceu em Palmares, ou ainda um filho de escravos que foi criado por um padre até os 15 anos, tendo aprendido a ler, a falar e a escrever em português e em latim. O que se sabe com mais certeza é que Zumbi foi o grande líder do Quilombo dos Palmares. Sua lendária imagem o apresenta como um homem forte, orgulhoso e inconformado com sua condição social, que resolveu enfrentar aqueles que torturavam seu povo. Palmares, durante quase todo o século 17, foi alvo de mais de 40 incursões militares, que buscavam terminar com o quilombo. Afinal, a autonomia dos negros ameaçava a hegemonia dos senhores de engenho, pois seguidamente seus escravos fugiam para a Serra da Barriga, ou eram libertos por guerreiros quilombolas, em expedições ocasionais. Durante o tempo em que liderou seu povo contra a ganância e o ódio dos escravagistas, Zumbi organizou uma resistência poderosa, que conseguiu manter a estabilidade do quilombo por muitos anos. Em 1694 e 1695, ocorreu uma verdadeira cruzada contra Palmares. O drama finalmente terminou quando o mulato Antônio Soares (ex-companheiro de Zumbi que foi capturado e torturado pelos expedicionários paulistas), atraiu o grande líder para uma emboscada e apunhalou-o no estômago, dando sinal para os paulistas avançarem. Zumbi lutou até o fim. Depois disso, muito da história se perdeu, mas a história legendária de Zumbi permaneceria. Foi citado pelos abolicionistas, no século 19, como grande herói e mártir. A partir da década de 1980 novos estudos buscaram traçar a real identidade de Zumbi e dos quilombolas e, em 1995, a data da morte do maior herói negro e símbolo da liberdade foi adotada como o Dia da Consciência Negra.Fontes: registros do site do Parque Memorial Quilombo dos Palmares (www.quilombodospalmares.org.br) e Zumbi, o grito forte de Palmares, artigo de Reinaldo Lopes, disponível no mesmo site.http://www.mundojovem.com.br

REZA MARIA

Suam no trabalho as curvadas bestas
E não são bestas
São homens, Maria!
Corre-se a pontapés os cães na fome dos ossos
E não são cães
São seres humanos, Maria!
Feras matam velhos, mulheres e crianças
E não são feras, são homens
E os velhos, as mulheres e as crianças
São os nossos pais
Nossas irmãs e nossos filhos, Maria!
Crias morrem à míngua de pão
Vermes na rua estendem a mão à caridade
E nem crias, nem vermes são
Mas aleijados meninos sem casas, Maria!
Do ódio e da guerra dos homens
Das mães e das filhas violadas
Das crianças mortas de anemia
E de todos os que apodrecem nos calabouços
Cresce no mundo o girassol da esperança
Ah! Maria,
Põe as mãos e reza
Pelos homens todos
E negros de toda a parte
Põe as mãos
E reza, Maria!
de José Craveirinha

Zumbi, Rei e Povo

Nas senzalas os negros escravos viviam em condições desumanas..
.Trabalhavam o dia inteiro e no momento de dormir
eram amontoados uns em cima dos outros.
As vestimentas tão surradas,
Não sabiam decifrar as letras,
não entendiam de geometria,
nem tão pouco as ciências
,comiam qualquer coisa sem direitos civis.

Os Negros assim seguiam sua saga até aparecer entre eles,
Zumbi dos Palmares aquele que fez das senzalas,
salas de reunião, pela libertação de seu povo,
que lutou até o fim por justiça,
que derramou seu suor e
seu sangue precioso em favor dos irmãos Zumbi,
aquele que foi rei e foi povo,
que foi povo e foi rei,
que não foi Jesus Cristo
mas queria um mundo mais justo.
Zumbi Dos Palmares a Honra de uma nação.Nadja Araújo da Silva
Mesquinhez, sim é mesquinhez!
falar de negros como se não fora gente,
porque embora com a epiderme negra,
é como o branco que tem alma e sente.
Fala língua! Porque tu és carne
e por isso mesmo hás de perecer,
ficando a alma imortal sem cor,
que os nossos olhos não a podem ver.
A pele é negra, sim, esta nós vemos,
porém apenas distingue a raça;
com a pele negra posso ter por dento,
um'alma branca como o é a garça.
Embora negra seja a minha pele
,meu interior é alvo como o lírio,
por isso quando depreciam a um negro
saio sorrindo sem sofrer martírio
.Sou negro sim, disto me orgulho
,meu sangue é puro, é sangue varonil,
se meu país é grande e valoroso
se deve ao negro isto que é o BRASIL
O negro é forte resiste às intempéries,
chuva, sol, sereno, frio, calor,
trabalha sempre sem cansar os braços,
porque o negro trabalha por amor.

Por amor, sim, amor à liberdade
que lhe fora devolvida um,
pela Princesa que assinou a LEI,
chamada ÁUREA, a Lei da Alforria
.Joelson Araújo Matos

quinta-feira, novembro 13, 2008

Uma réstia de luz
Tímida grita em meio A um sol gelado

Eu quero abrigo!
Mas o vento perfumado
Passa apressado
Equando é noite
Um frio quente vem insultá-lo
E a luz grita em meio
Às pedras e estrelas: deixe-me nascer!
O dia é dos capitalistas luz que
E não reflete às portas da igreja
São dos olhos a luz que ecoa das paredes e
Das vontades de ser gente e de ser paz e isso é amor.
Amor que não se tem nas ruas
Nem nas casas,
Apenas nas árvores bem poucas
Nos pássaros tão poucos a voar
E nos rios secando aos milhares
E isso é neo-medieval-capitalistata
Jamais amor.








quarta-feira, novembro 12, 2008

COISA DE BÊBADO


Ainda não aprendi
O que é democracia
Se é o direito de todos
De menos ou da maioria
Se a maioria decide
A minoria se oprime
Ali aquele direito,
Foi violado, é crime.
E cadê as diferenças?
Ser diferente é doença?
E onde está a inclusão?
Será que é só conversa
Quem tem mais, ganha promessa.
Para os menos aceitação
Tudo isso se compara
A uma discriminação
Viver é direito de todos
Mas viver bem!
Isso não!
Quem tem mais
Tem mais direito
Quem tem menos
É sujeito
A deixar a opinião.
de José Carlos da SilvaMontanhas - RN -

Sou Negro porque encaro minhas origens


Não precisa ter cor, nem raça, nem etnia.
É preciso amar
É preciso respeitar
Não sou negro porque minha pele é negra
Não sou negro porque tenho cabelo embolado de “pixain”
Não sou negro porque danço a capoeira
Não sou negro porque vivo ÁfricaNão sou negro porque canto reggae.
No sou negro porque tenho o candomblé como minha religião
Não sou negro porque tenho Zumbi como um dos mártires da nossa raça.
Não sou negro porque grito por liberdade
Não sou negro porque declamo Navio Negreiro
Não sou negro porque gosto das músicas de Edson Gomes, Margareth Menezes ou Cidade Negra.
Não sou negro porque venho do gueto.
Não sou negro porque defendo as idéias e Nelson Mandela
Não sou negro porque conheço os rituais afro.
Sou negro porque sou filho da naturezaTenho o direito de ser livre.
Sou negro porque sei encarar e reconhecer as minhas origens.
Sou negro porque sou cidadão.Porque sou gente.
Sou negro porque sou lágrimas
Sou negro porque sou água e pedra.
Sou negro porque amo e sou amado
Sou negro porque sou palco, mas também sou platéia.
Sou negro porque meu coração se apertaDesperta,Deseja,Peleja por liberdade.
Sou negro na igualdade do serPara o bem à nossa nação.Porque acredito no valor de ser livrePorque acredito na força do meu sangue numa canção que jamais será calada.
Sou negro porque a minha energia vem do meu coração.E a minha alma jamais se entrega não.
Sou negro porque a noite sempre virá antecedendo o alvorecer de um novo dia.
Acreditando num povo afro-descendente que ACORDA, LEVANTA E LUTA
Não precisa ter cor, nem raça, nem etnia.É preciso
amar

Autoria deGenivaldo Pereira.Mensagem que se encontra no site da revista mundo jovem...